Adolescentes aprendem a preservar o meio ambiente em centro socioeducativo de Timon

A preocupação com o meio ambiente é uma das temáticas que tem chamado a atenção da sociedade nos últimos tempos e alvo de projeto e ações para preservar, reduzir os danos ou conscientizar sobre a utilização de forma responsável dos recursos naturais. Na Socioeducação, os centros socioeducativos da Fundação da Criança e do Adolescente vem realizando ações, palestras e projetos para mostrar aos adolescentes que o meio ambiente é fundamental para a vida de todos.

Em Timon, a unidade de Internação Provisória da Região dos Cocais realizou uma iniciativa voltada para a conscientização dos socioeducandos, colocando-os também como protagonistas da preservação do ambiente em que vivem. Nesta semana, eles apresentaram o que aprenderam nas ações desenvolvidas no Projeto Meio Ambiente “Somente suas mãos para preservá-lo”. Executado nos meses de junho e julho, os participantes debateram sobre a água e suas formas de conservação, impactos ambientais, educação ambiental e doenças causadas pelo meio ambiente, dentre elas a dengue.

A equipe iniciou a atividade com uma palestra para explicar o que é Meio Ambiente. Após isso, os temas foram trabalhados com músicas, oficinas de artesanato com reciclagem de materiais, dinâmicas com os elementos da natureza, registro fotográfico do ambiente da unidade para melhorias a partir do projeto, e palestras com profissionais sobre os assuntos abordados. A jardinagem foi outra ação desenvolvida com os adolescentes. Na culminância, cada grupo de adolescentes apresentou as estratégias de superação dos problemas de acordo com os debates do projeto.

“Aprendi que devemos preservar sempre a natureza. Antes do projeto eu não me importava com isso. Agora, eu entendi a importância de conservar, de melhorar os espaços. Isso serve também até para a conservação do nosso alojamento limpo e organizado, para evitar doenças. Se não cuidarmos do meio ambiente, não teremos como viver, porque dependemos dele”, disse um dos adolescentes participantes do projeto.

Outro socioeducando afirmou que viu no lixo produzido pelas pessoas um potencial. “Aquele lixo ou resíduo que você joga fora de qualquer jeito pode se transformar em algo bom pela reciclagem, e as pessoas podem usar de outras formas. Aprendi muito no projeto”.

“A ideia é que a partir de tudo o que foi debatido no projeto, que eles desenvolvam uma consciência de cidadania, que adquiram a concepção de que é necessário cuidar e preservar o meio ambiente, considerando que todos as pessoas precisam desses recursos naturais para viver bem. Creio que conseguimos dar os primeiros passos neste processo”, explicou a psicóloga da unidade Dannyara Aguiar, idealizadora do ação.

Dolamito Marques da Silva, agente de endemias da Secretaria Municipal de Saúde, frisou que “é muito importante a conscientização dos adolescentes sobre essa temática. É um conhecimento útil, que eles vão compartilhar com suas famílias, e aplicar na sua vivência. É ter um olhar mais cuidadoso com o meio ambiente e com o espaço em que vivem”, disse o palestrante que orientou sobre os cuidados para evitar a dengue e outras viroses causadas pelo mosquito Aedes aegypti.

“Essas ações fazem parte do nosso processo educacional, é um dos pilares da Socioeducação. Por isso, que os centros socioeducativos investem na realização de projetos como este para que os adolescentes aprendam a cuidar do espaço onde vivem, saber como evitar doenças causadas pela poluição do meio ambiente, possam conscientizar e transformar sua realidade por meio do conhecimento”, ressaltou a presidente da Funac, Sorimar Sabóia que acompanhou uma das ações.

O encerramento teve a participação dos familiares, que receberam uma muda de planta como forma de lembrança do projeto, além de toda a interação da comunidade socioeducativa. Ao longo do projeto, a ação teve como parceiros o vice-prefeito João Rodolfo e os vereadores Felipe Andrade e Tiago Carvalho, além das Secretarias Municipais de Meio Ambiente e Saúde.

Nas palestras, o projeto teve ainda a contribuição: do geógrafo e mestre em Meio Ambiente, Stanley Silva; biólogo e especialista em Meio Ambiente e Conservação da Natureza, Marcondes Sousa; geógrafo e técnico ambiental Rafael Marques; e Roberto Borges.

Jardinagem

Ainda como parte das ações do Projeto, a jardinagem é uma das atividades que conquistou os adolescentes. Alguns já tinham conhecimento por conta do curso do Iema, para outros foi uma novidade. Com a orientação da assistente social, Ravena Barroso, os adolescentes deixaram o ambiente da unidade bem mais bonito.

“Com a jardinagem, uma atividade de educação ambiental que trabalha com a ornamentação viva dos espaços, ensinamos os adolescentes a trabalhar o solo, conhecer as espécies de plantas, manter o ambiente mais organizado e arborizado”, explicou Ravena. “Como eles gostaram muito, investimos na atividade e nos talentos deles, o resultado é uma unidade sempre bonita e que traz uma sensação de bem estar a todos que convivem no ambiente”, acrescentou.

“Antes, na minha casa eu não cuidava das plantas. Agora vai ser diferente quando eu sair, porque sei da importância delas e que também precisam de cuidado”, contou um dos socioeducandos, que aprendeu um pouco mais sobre a jardinagem.

Fonte: ma.gov.br

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